lugar de feminista pode ser na cozinha?
a cozinha é um símbolo forte do que é privado, e oposto claramente ao espaço público- que é pensado tradicionalmente como o espaço aonde ocorre a política; será que apesar ou a partir dessa simbologia podemos articular a cozinha como um espaço de política? o pessoal vira político?
será que faz sentido insistir nessas dicotomias gastas de que o político é público e o privado é pessoal? será que é interessante continuar sustentando que existe um abismo intransponível entre o que é político e o que é pessoal? e a política sexual de divisão de tarefas (e até de mundos mesmo) que subjaz às organizações "pessoais" e "privadas"?
não estão as feministas à decadas investigando a política subreptícia das organizações familiares? então porque excluir a cozinha de nosso leque de "lugares de intervenção política"? acreditamos que o privado, o pessoal,é político desde o início, e exatamente por isso temos que nos apropriar criticamente e investir esforços críticos e imaginativos para politizar nossas práticas culinárias!
aqui vai ser um espaço de pensar criticamente práticas alimentares, discutir sobre o trabalho invisível de manutenção de uma casa, mas também sobre vegetarianismo (e trocar receitas, porque não?), sobre mango, sobre reciclagem, re-aproveitagem, compostagem, horta-pet; além disso um de nossos projetos é telar panos de prato com mensagens marotas, fazer utensílios interessantes...
avental radical: politizando nossas panelas, vamos fazer picadinho do patriarcado!
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